Considerado o mal do início do século, o estresse crônico é, hoje, a causa de uma variedade de doenças, como o acidente vascular cerebral e o infarto do miocárdio. Num mercado de trabalho cada vez mais competitivo e a carga horária crescente em todos os níveis hierárquicos – tida como excessiva por 60% dos executivos, segundo pesquisas -, atualmente, as empresas são consideradas verdadeiras fábricas de estresse.
De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), na União Européia, o custo com problemas de saúde mental relacionados ao trabalho supera 3% do PIB. Na Inglaterra, três em cada dez funcionários são vítimas das “exigências de produtividade”, ao custo de 10% do PIB. Na Alemanha, 7% das aposentadorias precoces são provocadas por depressões. Nos EUA, o estresse custa às empresas US$ 200 bilhões por ano, em função do absenteísmo, perda de produtividade, internações hospitalares, indenizações de seguros e despesas judiciais.
Dados de um estudo elaborado pela Isma-BR (International Stress Manegement Association no Brasil) apontam que o estresse foi responsável por um aumento de 140% nos gastos trabalhistas das empresas nas últimas décadas. De olho no prejuízo, e mais atentas à saúde de seus executivos, muitas já estão investindo em programas contra o estresse, campanhas de conscientização para a necessidade do lazer, além da realização de check-ups, que podem prevenir a evolução e proporcionar o controle de doenças como a hipertensão. Cerca de 80% das empresas americanas desenvolvem programas de promoção à saúde de seus colaboradores, com o considerável retorno de US$ 4 para cada dólar investido.
A lógica do check-up é simples: se uma doença é detectada em estágio inicial, maiores são as chances de ela ser curada. O serviço inclui a realização de exames preventivos que ajudam a reduzir os fatores de risco entre os profissionais e a aumentar a produtividade. O objetivo é atender à demanda de empresas que se preocupam em diminuir os índices de afastamento de funcionários por motivo de doenças.
Os sintomas do estresse podem aparecer de diversas formas. O indivíduo estressado fica vulnerável à ocorrência de doenças degenerativas e infecciosas, presenta distúrbios alimentares e de sono, falhas de memória e de concentração e maior irritabilidade. Isso sem contar as dificuldades no relacionamento interpessoal, desestruturação da vida familiar, queda na performance e na eficiência; fatores que, somados, podem levar ao desemprego e à depressão.
É importante lembrar que, além de investir no bem-estar de seus funcionários, paralelamente, o executivo deve estar atento à sua própria saúde. Vícios como o tabagismo, álcool, maus hábitos alimentares e sedentarismo devem ser evitados. Ter uma condição física saudável, dormir um sono repousante, praticar atividades físicas regularmente e cultivar a espiritualidade são armas fundamentais para gerenciar com o estresse.
Gilberto Ururahy
Diretor Médico da Med-Rio Check-up
gururahy@medriocheck-up.com.br
Considerado o mal do início do século, o estresse crônico é, hoje, a causa de...
Leia notícia completa
Trabalhamos com a Marpan há muito tempo - até onde sei, bem antes... Leia depoimento completo
Cadastre-se e receba nossos informativos sobre Qualidade de Vida.
(21) 2224-7887
Rua Sete de Setembro, 43, salas 701 a 703
Centro - Rio de Janeiro - RJ - Cep 20050-003
Política de privacidade
Todos os direitos reservados